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. Agosto 2007

Terça-feira, 21 de Agosto de 2007
Crónica da viagem a Olivença

(Monsaraz)

 

(Oliva de la Frontera)

 

(Ana no castelo de Jerez de los Caballeros)

 

(Eu na Praça de Olivença)

 

(A Ana numa das portas de Olivença)

 

 

 

Quem me conhece bem sabe que sou uma pessoa de ímpetos ou “vaipes”, como eu costumo dizer e esta viagem foi mais um.  

Em casa, após uma petiscada com pessoas muito queridas: a Ana, a Sandra (conhecida entre nós pela Sá Cortes) e o digníssimo esposo da Sandra, o Domingos, saltou-me uma ideia já há muito guardada de ir a Espanha dar uma volta de mota até à terra de nuestros hermanos.

Como saiu em conversa o facto de a Ana estar de férias, lancei-lhe o convite para me acompanhar e que de imediato aceitou, ressalvando o facto de ter feito poucas viagens de mota e sempre curtas, mas que em nada se considerou tal como uma barreira impeditiva. A meio da viagem e quando questionada por mim sobre qual teria sido a viagem maior que tinha feito, fiquei a saber que tinha sido do Montijo até ao Seixal. Quem diria, pela maneira como se tinha portado até então…

A partida ficou decidida para a terça-feira seguinte, ou seja, dois dias depois da decisão. Foi necessário a cedência de equipamento que de pronto a Sandra se propôs a facultar.

 

Início da viagem:

 

Terça-feira às 10.30h (com atraso por culpa minha) e seguimos por auto-estrada até Vendas Novas, tendo, a partir daí, seguido sempre por estradas nacionais até Espanha.

O percurso decidido na altura da partida foi por Montemor-o-Novo, Évora, Reguengos de Monsaraz, passando ao lado de Mourão (sítio este a visitar brevemente; promessa feita à companheira de viagem) e Espanha, com entrada para Villa Nueva del Fresno.

O dia estava abrasador, mas nem por isso desagradável, a não ser quando não se circulava, que aí sim, apertava o calor que se fazia sentir.

Em Monsaraz, sítio que há muito eu queria conhecer e por preguiça ainda não o tinha

feito, perdi-me em fotografias e que me fez lembrar Óbidos, pela graça, arquitectura…

Aconselho a visita!

As estradas até então estavam em bom estado, mesmo a de Reguengos de Monsaraz até Monsaraz. Na parte espanhola, até Villa Neuva del Fresno, porque estão a fazer melhorias na via, apanhámos zonas em terra batida, mas que se fizeram em relativa segurança.

Em Villa Nueva del Fresno, decidimos parar para comprar uma água de molde a aliviar o calor sentido e… só um café estava aberto (os espanhóis levam a siesta muito a sério!) que tinha o nome de “Esquina”. Aí meteu conversa connosco um senhor de nome Benigno (ex motard) e dono do café "Centro", que pela simpatia deixou saudades e de tal forma que até casa ofereceu, além das bebidas tomadas e por vontade dele ainda hoje lá estaríamos a consumir. E se o calor pedia…

Seguidamente tomámos rumo para Oliva de la Frontera por uma estrada com bastantes remendos, mas que mesmo assim permitiu uma velocidade média de 120 Km/h e com bastante segurança.

Foi decidido não demorar muito nesta localidade, tendo ainda tido tempo para uma visita pela zona antiga onde “descobrimos” uma igreja com um arranjo exterior fora do comum, pelo menos para mim, conforme se pode observar nas fotos.

Como o já referenciado senhor Benigno nos tinha informado que Jerez de los Caballeros era cidade a visitar, seguimos para aí de imediato.

A estrada, em bom estado e com umas curvas engraçadas, permitiu um bom ritmo de andamento.

Chegados a Jerez, deparámo-nos com o início de festejos na cidade, tal a quantidade de ruas enfeitadas. O calor continuava a ser imenso e isso notava-se na quantidade de garrafas de água bebidas: imensas!

O castelo e demais monumentos merecem mais tempo de visita que o que acabámos por dispensar, embora acabássemos por dar uma volta geral à cidade, terminando numa vista geral a partir do castelo, a qual recomendo.

Seguidamente e porque já eram horas, tomámos rumo em direcção a Olivença, numa estrada excelente e com boas curvas, o que permitiu alguns abusos pequeninos, por duas razões: primeiro não sou nenhum Rossi e em segundo lugar não queria assustar a companheira de viagem, porque uma viagem, pequenina ou não, deve ser feita a pensar em todos os intervenientes. Penso eu de que…

O calor teimava em continuar!

Passámos perto de Almendral, sem lá entrar, dado que nos pareceu uma localidade pequena e porque o tempo começava a escassear. Aproveito para avisar que o desvio desta estrada para a que dá acesso a Olivença se faz por uma rotunda(?) cortada por esta mesma estrada por onde estávamos a seguir. Curiosamente estava a haver uma operação stop pelas autoridades espanholas e aproveitei para pedir indicações. A cordialidade desses agentes foi excelente!

Estávamos a 25 Km de Olivença, nessa altura.

Chegados a Olivença, cansados, sedentos, esfomeados… paramos num bar e tratámos do estômago e da alma com umas tapas de presunto e tomate e bebidas a acompanhar. Uma delícia!

Visitar Olivença impunha-se e já recompostos, partiu-se à descoberta dessa inflamada localidade, por todos os interesses políticos que se desenrolam à sua volta: É ou não nossa?

O importante foi ver o cuidado com que tem sido tratada, a preservação do património que denota cuidado e trabalho, o arranjo das ruas, etc etc.

É bonita, Olivença e bem arrumada. Aconselho a visita.

Muitos bares o que indicia uma vida nocturna excelente e dinâmica…eles sabem divertir-se e tenho que dar a mão à palmatória.

Chegada a hora da partida, em vez de caminharmos para Badajoz, como o previsto (houve alterações várias ao percurso no decorrer do mesmo e esta foi uma delas!) e seguimos para Elvas, onde não parámos. Seguidamente fomos ver uma albufeira entre Elvas e Borba, que aconselho a visita e decidiu-se parar no Moto Clube de Estremoz para jantar. Estes moços são excelentes no receber e na cordialidade. Come-se bem, mesmo que seja qualquer coisa para o desenrasque, como foi desta vez, dado que já chegámos muito tarde, mas sempre se arranjou algo para comer. Se um dia passarem por lá aconselho a visita. Como já referi, são gente excelente!

Estômago tratado, corpo descansado e há que voltar ao local de partida. A chegada deu-se por volta da 01.30 horas.

Da viagem só uma palavra me ocorre: Divinal!

Pela companhia, pelo percurso, pelas pessoas que se conheceram, pelo que se viu, pela descontracção que se impõe (sem grandes rigores de horários, com flexibilidade nas variações de rotas, sem stress…).

Foram 586 Km percorridos!

Venham mais!

 

 

Percurso:

Almada a Vendas Novas -  pela A2 e A6 

Vendas Novas a Montemor -  N4

Montemor a Évora – N114

Évora a Reguengos de Monsaraz – N118 e N256

Reguengos de Monsaraz a Monsaraz  e voltando a Mourão – N256

Mourão a Espanha – N256

Da fronteira até Villa Nueva del Fresno – EX107

De Villa Nueva del Fresno até Jerez de los Caballeros – EX 112

De Jerez de los Caballeros até Almendral – N 435

De Almendral até Olivença – Ex 105

De Olivença até à fronteira – BA – 211 

Da fronteira até Elvas – Sem referência

De Elvas até Vendas Novas - N4

De Vendas Novas Até Almada - A6 e A2

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por ferrus às 02:42
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